sexta-feira, 22 de outubro de 2010
#37
o que é que eu te digo, homem?
o que?
agora, tu me dizes: o que?
se tu já pressentes a minha fala
os meus pensamentos
a minha mão que não toca a tua...
porque ainda me perguntas tão fadigado?
as tuas expressões são estranhas a mim...
não há leveza
nem tu me permite ser, sentir, te gostar...
nem tu, com essa agonia, me permite te sentir
e, então, eu que fico com a parte ruim?
"Não!" e é só isso que eu digo e tu te vás?
ruim é a sensação que fica aqui...
que é a mesma que tu carregas quando ouviu de mim...
sábado, 2 de outubro de 2010
#36
então como posso lhe dizer o que sei
se, na verdade, não sei de nada?
[não sei o que sou
não ouso saber
[temo pensar o que penso
e do que acho ter certeza
não tenho
sendo assim
prefiro nada mais comentar
eis a complexidade do ser
contradição ambulante
errôneo sabido ser
sábado, 18 de setembro de 2010
#35
sentir suas mãos macias
um abraço, um cheiro,
um beijo no rosto,
um dengo,
um pedido tímido [?
um abraço, uma nova saudade
e eu fui embora...
/ ai, essa insônia um dia acaba
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
#34
Espera no Senhor
Mesmo quando a vida pedir de ti mais do que podes dar
E o cansaço já fizer teu passo vacilar
Espera no Senhor
Mesmo se a solidão teu peito machucar
E te der vontade de ir embora e tudo abandonar
Espera no Senhor
Há um Deus que te ama e ele tudo pode transformar
Seu amor te sustentará, espera n'Ele
E Ele tudo fará, tudo fará
Espera no Senhor
Mesmo se o coração angustiado está
Por ver alguém que amas longe do Senhor andar
Mesmo que suas promessas demorem a se cumprir
E a vontade Dele seja sacrifício para ti
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
#32
falo sério.
acho que pode ser só uma paranóia minha,
no entanto necessito saber.
eu senti saudades...
e você?
segunda-feira, 12 de julho de 2010
#31
E encrespa o mar
Eu ainda te espero chegar
Vem a noite
Cai seu manto escuro devagar
Eu ainda te espero chegar
Não telefone, não mande carta
Não mande alguém me avisar
Não vá pra longe, não me desaponte
O amor não sabe esperar
Ficar só é a própria escravidão
Ver você é ver na escuridão
E quando o sol sair
Pode te trazer pra mim
Abro a porta, enfeito a casa
Deixo a luz entrar
Eu ainda te espero chegar
Escrevo versos
Rosas e incenso para perfumar
Eu ainda te espero chegar
Ver você é ver na escuridão
E quando o sol sair
Tudo vai brilhar pra mim
